O preço do meu livro

Se você chegou aqui, é porque está com meu livro em mãos. Se não sabe do que estou falando, explico.

O Livro Que Meu Pai Não Escreveu — Crônicas para Algoritmos Humanos” traz uma seleção das crônicas deste blog. Meu pai me ajudou a escolher e deu notas e códigos indecifráveis a muitas delas, que levei para suas páginas. Infelizmente, ele não está mais conosco para ver impresso, da mesmo forma como não teremos o livro que escrevia quando morreu. A história completa você encontra em sua introdução.

Ao invés de vender o livro de forma tradicional, decidi sugerir em sua contracapa, que os leitores possam apoiar outros escritores, criadores independentes e fomentadores da cultura de modo geral.

Neste post, você encontrará uma seleção, feita por mim, de campanhas de financiamento coletivo que merecem seu apoio.

A ideia é simples: escolha abaixo um projeto que te inspire. Contribua com o valor que puder, e ajude a manter a roda da cultura girando.

APOIOS MENSAIS
Quando desejar parar de apoiar, basta cancelar.

TINOCAST — O podcast da indústria criativa

Iniciativa sem fins lucrativos que visa apoiar e desenvolver a indústria criativa local através de papos sobre seus bastidores.

Apoie aqui.

eCULT — Informativo cultural de Pelotas e Zona Sul

Divulgação e cobertura de shows, vernissages, discos, livros, filmes, peças teatrais, apresentações de dança, exposições fotográficas, entre outras pautas abordadas.

Apoie aqui.

ORQUESTRA DO AREAL — Mais que musical, um projeto social

Ajude a manter a Orquestra Estudantil do Areal, formada por alunos do Ensino Médio da Escola do Areal, coordenada pela professora, maestria e musicista Lys Ferreira.

Apoie aqui.


APOIOS PONTUAIS

PROGRAMA GEMINAR PELOTAS — formação de líderes facilitadores

Promove autodesenvolvimento, relações saudáveis e decisões conscientes, criando oportunidades de transformação pessoal e coletiva.

Apoie aqui.

ATELIÊ DA LAJE DARCI — espaço comunitário de arte e cultura negra

Projeto de Arroio Grande para levantar fundos para erguer, no extremo Sul do Brasil, o Ateliê comunitário do artista plástico José Darci Barros Gonçalves.

Apoie aqui.

Undernet

Primeiro veio a Internet e a teoria da globalização, alastrando-se como uma praga em progressão geométrica. Depois os blogs, e todo mundo podia se manifestar em uma democracia anônima. Veio a globalocalização e a cauda longa, prevendo um futuro menos massificado e dando força às diferenças. Veio o Google, oferecendo o mundo em troca de você. Vieram as redes sociais e a inclusão digital, para que todos pudessem ter um terreninho no céu, quer dizer, na nuvem. Chegaram os smartphones e, de repente “mobilidade” virou não precisar mais levantar a bunda do sofá pra nada. E aí vieram o Facebook e os aplicativos — a internet dentro da Interrnet — e todo mundo ficou fichado. Não é mais você que busca a informação, mas é a informação que você acha precisar que te encontra. Pra quem pensava que era só Google que iria monitorar sua vida, Mark Zuckeberg tem dezenas de dados sobre seu perfil e tá vendendo sua pseudoprivacidade. Curte?

A web vai perdendo força e a interação passa a se dar em ambiente mais controlado que a China comunista. Antes você ligava a televisão, agora liga o Facebook. Antes você era um anônimo mudo na multidão; agora, um identificado gritando na multidão.

O próximo passo é a revolução armada de ideias. Os blogs vão voltar como rebeldes defensores de uma cultura perdida. Será a Undernet. E vai ser cult pra caralho. E ciclicamente…